Encontros, reencontros e desencontros

23 ago

Encontros, reencontros e desencontros.

Impossível falar sobre uma viagem como essa sem falar de encontros, reencontros e desencontros. Encontros que começaram do momento em que eu cheguei perdida na Maison des Cedres e encontrei Roxana e Irene. Continuaram quando eu conheci os outros participantes, os organizadores do programa e, depois, minha supervisora Christine. Christine teve paciência comigo quando eu estragava tudo. E me ensinou muita coisa. Continuou ainda, quando conheci a chefe, Liliane, e os phds e pós-docs, que todos os dias almoçam juntos, tomam café juntos. Como num ritual.

E são esses rituais, aquelas coisas que fazemos todos os dias e nem percebemos, mas que depois que acabam nos fazem uma falta extrema. Às vezes a gente tem a chance de se despedir como foi comigo hoje. Às vezes elas se acabam e a gente nem sabe como. Mas esse é o fluxo da vida. Tudo passa. E todos os dias, almoçar e tomar café com eles foi um desses rituais para mim. Com a diferença de que eu não tinha aquela presunção de achar que tudo dura para sempre, sabia que duraria pouco e, muito em breve, eu estaria de novo na minha longa jornada.

Sobre reencontros. Reencontrei Ben, em Milão, atrasado, cabelos grisalhos e uma face de quem viveu muito de um ano pra cá. Mais relaxado, mais bem humorado. Reencontrei Jeanne em Paris, como se nunca a tivesse deixado na Austrália. Mesmo jeitinho calmo, meio pão dura, meio desorientada para andar na rua. Mostrou-me todos aqueles lugares. Mora no apartamentinho mais charmoso de Paris. Bom, talvez não o mais, mas com certeza, exatamente como imagino que um apartamento em Paris deve ser: pequenino, com ar retrô e varandinha (só não dava pra ver a torre Eiffel, mas nesse caso, para efeitos ilustrativos, imaginamos que desse para ver).

Sobre desencontro. Um encontro que se desenrolou, se enrolou, se desenhou e, no final, virou um desencontro.

E no fim, aos poucos, a vida normal volta a dar seus sinais de vida. Suas preocupações, suas inseguranças, seus pequenos estresses. E a gente volta a ser a mesma pessoa de antes. Com um microlitro a mais de felicidade.

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